Sermão 02

É tempo de frutificar!
Pr. Billy Graham Rodrigues

Texto: João 15:1-16

INTRODUÇÃO:

Mas, o que significa “frutificar”? Segundo o Novo Dicionário Aurélio, “frutificar” significa “dar frutos”, “produzir resultado”, “ser útil”, “dar lucro”. Nos dicionários, o verbo “frutificar” ganha contornos de dinamismo, multiplicação, utilidade. Aquele ou aquilo que frutifica está cumprindo o que se espera dele, gerando bem-estar para si e para os outros.

Quando olhamos para a situação caótica do nosso país: miséria, crianças abandonadas, injusta distribuição de riqueza, crise moral, violência, corrupção, feitiçaria, alcoolismo, drogas... percebemos que é tempo de frutificar!

É tempo de frutificar...

1 - PORQUE FRUTIFICAR É UM IMPERATIVO BÍBLICO
A expectativa de Jesus é que a vida de seus discípulos seja frutífera, como bem observou, em João 15.16: “Eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto”. Não é uma opção, sugestão ou conselho. É um imperativo! A palavra “fruto” (karpos) aparece oito vezes no texto. É uma ordem de Jesus para a Igreja! “Eu escolhi vocês para que deem frutos...” E ordem de comandante não se discute!

Será que temos obedecido esta ordem? Será que temos obedecido ao nosso comandante, que é Cristo? Cabem aqui as palavras do profeta Samuel: “Eis que o obedecer é melhor que o sacrificar!”. Vivemos hoje tempo de celebração nas igrejas, mas não podemos esquecer que mais do que culto, mais do que música, mais do que louvor e adoração, mais do que celebração, Deus espera obediência do seu povo! É tempo sim de celebração, mas também tempo de frutificação!

O fato é que todos os crentes no Senhor Jesus devem estar conscientes da necessidade de frutificar. Não somente alguns crentes com dons especiais, ou mesmo os pastores ou missionários, têm a tarefa de produzir frutos, mas “todos” os crentes. O imperativo é pessoal.

Conta-se que quando Cristo terminou a sua obra de redenção aqui na terra e chegou vitorioso ao céu, foi saudado efusivamente pelos anjos, Um anjo, então, perguntou a Jesus: “Senhor, terminaste a tua obra na terra. Mas, agora, quem vai levar a mensagem às nações?”. Jesus respondeu-lhe: “Eu deixei doze homens treinados para desempenhar essa tarefa. Confiei à Igreja essa responsabilidade!”. O anjo, então, retrucou: “Mas Senhor, e se a Igreja falhar?”. “Se a Igreja falhar, eu não tenho outro método!”, foi a resposta do Senhor!

A Igreja hoje tem falhado em sua missão de frutificar. Tem sido omissa, covarde e estéril. Precisamos clamar como Raquel: “Dá-me filhos, senão morrerei!” (Gn 30.1). Não há choro de recém-nascidos dentro da Igreja. Não sabemos o que é sofrer as dores de parto (Gl 4.19). Não sabemos o que é gerar filhos espirituais porque na verdade a Igreja não está frutificando como deveria frutificar.

Infelizmente, alguns crentes pensam que ganhar vidas para o Reino de Deus, que frutificar é tarefa só para pastores. E não é! Frutificar é tarefa de todos nós! Todos quantos foram alcançados pelo Evangelho foram escolhidos por Jesus para frutificar. Frutificar é tarefa da Igreja, e não dos anjos. É tarefa para ser feita hoje, e não depois. É tarefa para ser priorizada, e não adiada.

É tempo de frutificar...

2 - PORQUE A FÉ PRECISA SER PROVADA POR FRUTOS
Quando Jesus disse: “Eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto” é porque a fé cristã precisa ser provada por frutos. Assim como é natural uma árvore sadia produzir frutos sadios e abundantes, é de se esperar que o crente fiel frutifique para honra e glória de Deus. O fruto é que indica a realidade da planta. Sobre isto basta lembrar o que disse Jesus: “Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus” (Mt 7.17).

Em Mateus 21.18,19 encontramos a história da figueira infrutífera. O texto revela que Jesus sentiu fome e aproximou-se de uma figueira, esperando nela encontrar figos. Decepcionado, encontrou apenas folhas! Por isso amaldiçoou a figueira, dizendo: “Nunca mais nasça fruto de ti!”. E a figueira secou imediatamente. Quando olho para esta história, fico pensando: Em quantas vidas hoje que Jesus vai buscar frutos, e decepcionado encontra somente folhas!

É doloroso constatar que apenas 5% dos crentes já levaram alguém a Cristo e 95% nunca geraram um filho espiritual. A Igreja está acometida por uma enfermidade crônica: esterilidade. A cada ano que passa, ela está diminuindo em muitas regiões e países. Há uma pesquisa que diz que nos últimos 50 anos, enquanto o islamismo cresceu 500%, o hinduísmo 167% e o budismo 147%, o cristianismo registrou um crescimento de apenas 47%, o que é lamentável e desastroso! O que está acontecendo com a Igreja?
Quando o presidente norte-americano Franklin Roosevelt morreu, em doze horas metade do mundo tomou conhecimento do fato. E olha que não existia Internet naquela época! Há dois mil anos atrás Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados, e ainda assim metade do mundo não sabe desse mais auspicioso acontecimento da História. Por quê? Porque 95% da Igreja dorme insensível e apática. 95% da Igreja não está frutificando.
Uma fé meramente contemplativa é algo totalmente equivocado e estranho ao ensino cristão. Diz muito bem Tiago que “A fé, se não tiver obras, é morta em si mesma!” (Tg 2.17). A fé cristã precisa ser provada por frutos. A Igreja hoje precisa erguer a cabeça e ver os campos que já estão brancos para a ceifa. A Igreja precisa colocar os ouvidos no peito febril das nações e escutar o gemido e o clamor das multidões sem Cristo. Enfim, a Igreja precisa despertar-se para frutificar, pois é tempo de frutificar! Essa é a verdadeira vocação cristã.

É tempo de frutificar...

3 - PORQUE NÃO HÁ LUGAR PARA ÁRVORES OU GALHOS ESTÉREIS NO JARDIM DE DEUS
Se não frutificamos, então temos um grave problema. Jesus diz no v. 2: “Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta”. Também no v. 6: “Quem não permanece em mim é lançado fora, como a vara, e seca; tais varas são recolhidas, lançadas no fogo e queimadas”. Portanto, não há lugar para árvores ou galhos estéreis no jardim de Deus.

Sendo Jesus a videira, os discípulos são os ramos. Alguns são ramos formosos que produzem fruto, com ele. Outros são ramos inúteis porque não produzem fruto. Em quem Jesus pensava ao falar dos ramos que não dão fruto? Podemos dar duas respostas. Em primeiro lugar, pensava nos judeus, que eram ramos da videira de Deus. Entretanto, negaram-se a ouvi-lo: negaram-se a aceitá-lo e por isso eram ramos podres e inúteis. Em segundo lugar, pensava em algo mais geral. Pensava naqueles cristãos cujo cristianismo consiste em profissão sem prática, em palavras sem atos. Pensava em cristãos que são ramos inúteis, só folhas sem frutos. Contudo, devemos lembrar algo. Um princípio fundamental no Novo Testamento é que a inutilidade convida ao desastre. O ramo sem fruto se dirige para a destruição. Por isso que Jesus em sua analogia informa que Deus remove os ramos infrutíferos. Isto é, não há lugar para árvores ou galhos estéreis no jardim de Deus.

Sendo assim, a melhor coisa que temos a fazer é frutificar! Essa é a expectativa de Jesus para os seus discípulos. Primeiro, porque ele nos deu essa missão; segundo, porque ele nos preparou para isto; terceiro, porque ele nos dá condições adequadas para frutificarmos.

Neste ato de frutificar, é bom lembrarmos que não podemos frutificar por nossa própria vontade ou mérito. Somos ramos totalmente dependentes da Videira: “Sem mim nada podeis fazer” (v. 5). E a este processo de deixar a vontade de Deus superar a nossa própria vontade, Jesus Cristo chamou de limpeza ou poda. Deus poda os que dão frutos, triando os galhos desnecessários, de modo que os frutos não sejam obstruídos em seu desenvolvimento: “E toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto” (v. 2).


CONCLUSÃO

Está diante de nós, portanto, uma realidade que precisa ser alterada: nós crentes em Jesus Cristo precisamos frutificar! Precisamos levar a carta de amor de Deus aos corações dos homens.
Aconteceu na Indonésia. Um novo diretor dos correios foi nomeado, naquele país. Reuniu-se com os seus auxiliares, para uma das primeiras tarefas: fazer uma limpeza no depósito geral. Entre os papéis velhos e imprestáveis, foi encontrada uma carta, postada havia 55 anos. Preocupado com o ocorrido, o novo diretor empenhou-se no sentido de ser achado o remetente, buscando corrigir, ainda que tardiamente, o erro cometido. Lamentavelmente, não foi encontrado. No endereço constante no verso do envelope, apenas a informação de que ele havia falecido. A destinatária, no entanto, foi localizada. Era uma velhinha, cabelos completamente brancos. A carta foi-lhe entregue. Aquela senhora começou a ler o documento, imediatamente. À medida que lia, chorava. Um repórter, que acompanhava a cena, intrigado, perguntou: “Vovó, se essa carta tivesse chegado há 55 anos, teria feito alguma diferença?”. Ainda chorando, a vovó respondeu: “Teria feito toda a diferença. É uma carta de amor!”. A vovó dava ênfase à palavra toda, e concluiu: “Nela ele me propõe casamento!”.

Batistas capixabas, nós também, somos portadores de uma carta de amor de Deus aos corações dos homens. Não temos frutificado como deveríamos frutificar, porque muitas vezes, à semelhança do carteiro indonésio, não temos feito chegar aos destinatários essa preciosa carta. Bíblia, carta de amor que faz toda a diferença... diferença entre o céu e o inferno!

O Senhor espera que seus escolhidos deem frutos e, em virtude disto, está nos concedendo esta magnífica e nova oportunidade: de frutificamos através da Campanha de Missões Estaduais.

Sendo assim, frutifiquemos! Não sejamos semelhantes à conhecida figueira infrutífera. Não frustremos as expectativas do Senhor! É tempo de frutificar!

Um comentário:

  1. A igreja do senhor Jesus, exerce um papel profético e fundamental no corpo de Cristo. Embora enfrente crises e obstáculos em toda caminhada, a Igreja conta com a grandiosa promessa de Jesus Cristo: (Mt 28:20) 20 ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Seu grande desafio é permanecer firmada em Jesus, a fim de dar fruto, Jo 15: 5.

    Para que os planos e estratégias da Igreja sejam bem-sucedidos, cada crente precisa entender que não foi chamado para viver dentro das quatro paredes do templo. Ele precisa ser o sal da terra e a luz do mundo, pregar contra o pecado e ter uma vida frutífera. (MT 5:13-14) Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;

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